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Sonho

Sonhei que voltei num terreno que já tinha ido em um sonho anterior mas que estava sendo demolido, desta vez tinha alguém conhecido. Tinha 2 ou 3 cofres antigos porém muito bem conservados que estavam limpando.

Quando peguei a principal via pra sair dali, esta tinha deslizado. Dei a volta e tentei outra rua pra sair e não consegui, sempre voltava pro mesmo lugar. Não lembro como fiquei sem carro e acabei entrando de bicicleta num hospital de corredores estreitos com cerâmicas tão brancas que ofuscavam minha vista. Sai de lá e fui tentar sair dessa situação…

Quando peguei a principal via pra sair dali, esta tinha deslizado. Dei a volta e tentei outra rua pra sair e não consegui. Então fui para a parada de ônibus e tinha que pegar uma linha de número 427. Foi agoniante. Os ônibus passavam mais rápido e mais “colados” um dos outros que o normal e não dava pra ver a linha, chegava a passar grudados. Fiquei tão assustado que fui pedir ajuda no primeiro lugar que consegui entrar.

Vi uma fila de umas 5 pessoas num lugar que deduzi que fosse um teatro, mas o responsável pela entrada não deixou entrar por causa da bicicleta. Entrei as forças sem bicicleta e acabei descobrindo que era um banco muito bonito. A entrada é um pequeno hall e em seguida uma escada com curva a direita tudo na madeira e lá embaixo ficava só um caixa. O cara da fila, que na verdade era um segurança, me rende no hall e consigo desarma-lo e o caixa puxa uma espigarda mas o segurança estava entre nós dois. Discutimos, sai do banco e joguei a arma fora e vi que o tempo estava chuvoso, era noite e nenhuma pessoa na rua. Depois disso, acordo.

Por Diana Façanha.

Tocha dos segredos,
Deusa dos mistérios,
Ilumina minhas idéias,
Clareia minha memória,
A noite vem descendo
E com ela a minha Glória.

Espero-te, ah, minha Virgem!
Para enfeitar o manto escuro
Pois tu és o adorno mais belo,
Detentora dos fascínios,
Guardiã do divino e do sagrado,
Instigadora de suspiros
Desse corpo enfeitiçado.

Tu és os pecados dos meus olhos,
Que insistem em contemplar
Esse poder intenso e inexorável.
Tu és o Facho inflamável de inspiração
Dos casais apaixonados
Ao atiçar os desejos incólumes
De seus corações acorrentados.
Mais que isso, tu és a Musa dos poetas ,
A protagonista de suas artes
Pois eles, habilmente, tu afetas.

Então desce até aqui,
Quebra o meu mundo, o meu silêncio,
Exala a magia, dessa vez não tão distante…
Traze contigo a essência que encanta.
Consideraria imprudência? Então vem, avante!

Quebra-te diante de mim,
Exibe teus cacos de fogo,
Em um impacto forte,
Em um toque doloroso.
Leva minha alma
Já que sou um ser insignificante,
De vida com curtas nuances,
Para ir ao céu
E estar sempre ao teu alcance.

Todas as noites, espero-te ansiosa
Para te ver invadir as nuvens que te envolvem
E prestigiar tua soberba e majestade.
Diante de ti, sou ínfima, a mazela da natureza
E só me resta te admirar impunemente

Empregar meu dom com destreza
E como homenagem, presentear-te com estas singelas palavras,
Que nunca expressarão tua verdadeira grandeza.

Então, esta prece é só tua,
Pois sou como vassala, venero-te,
Ó minha querida Lua!

Vinte de maio de dois mil e nove. Nove horas da manhã. Ao menos é assim que está na minha certidão de nascimento.

Mais um ano que passa. Agora são vinte e três e mais um pouco aprendo que nem um ponto ao longe somos, nem ao menos somos uma agulha num palheiro. Mas aprendo mais um pouco como funciona esse mundo automatizado, cheio de processos, de rotina e tolices. Por um bom tempo achei que era tolo, confesso que ainda me sinto como um de vez em quando mas agora sei que tudo faz parte do processo de amadurecimento. Algumas coisas mudam drásticamente mas também tem aquelas que mudam de maneira bem suave. Costumam falar que comigo quando não é oito, é oitenta. Mas é assim que penso. Sou simples.

Aprendi que tudo na vida além de um bom planejamento, além de ir atrás, o fundamental é acreditar. Não é crença de Deus (pois tenho aquele ponto de vista…) mas é acreditar em si. Somente isso. E ser somente, realista e lúcido.

Todos os anos planejei atingir certas metas antes desta data e sempre fracassei. Como o de costume, este ano não foi tão diferente. Mas criei outras metas à partir desta data para o ano que vem. Só que este ano, tenho uma ferramenta fundamental que antes ignorava ou simplesmente, não acreditava. Justamente essa palavrinha. Acreditar. Mas agora confio.

Este ano pra mim é o ano de grandes mudanças. Como enxergo de uma maneira diferente. Vejo que as mudanças começaram drásticas e agora estão sendo mais suave. Mas pus uma coisa na minha cabeça: Quero fazer a diferença. Quero ser o que mais sempre sonhei.

Um certo dia quando no Ensino Médio, recebi o que digamos fosse um conselho: “Nunca fala pra ninguém seus planos para que ninguém saiba que você fracassou”. Sei que isso significa medo mas hoje entendo que isso é perfeitamente normal. Aliás, muitas coisas que aprendi nesses vinte e três anos foram com meus pais que claro nem tudo concordei. Outras foram o mundo quem me ensinou. Muitas coisas aprendi mastigando direitinho (vá se ferrar Marcelinho…:P) e outras, aprendi a duras penas.

Sou transparente e igualmente uma caixa-preta.

Acredito que tenho um espírito puro, mesmo depois de tanto tempo. O importante pra mim é isso. É apenas isso que não deixo ninguém tirar de mim.

Como diz o grande poeta, o tempo não pára e como diz Gilmour e mais uns três caras:

“Você é jovem e a vida é longa
e ainda há tempo pra matar
E depois, um dia você descobrirá
Que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando correr
Você perdeu o tiro na largada”

Mesmo perdendo o tiro na largada ficando ali por muito, muito tempo, disparei correndo. Vou correr sempre atrás do sol onde estão meus sonhos e à noite vou descançar apreciando a Lua e as estrelas pra no dia seguinte, descançado, correr atrás do sol até o meu tempo parar.

Sempre o mais puro e simples possível.

Sempre um prisma.

É frustrante não conviver de maneira amistosa com as pessoas que habitam sua casa, nem se fala no trabalho. A vida para alguns, se resume a isso: Casa, trabalho, casa. Se você não vive amistosamente nos dois ambientes, onde você vai viver com qualidade de vida e ser feliz? Com seus amigos? Nas cervejadas de fim-de-semana depois do futebol?

Tudo depende se você é responsável com o seu tempo. Tempo é dinheiro? Digo que sim. Se você viver nas cervejadas, nas churrascadas, na morgação, na casa de praia e nos melhores restaurantes, mesmo trabalhando (claro que não será produtivo), poderá ter despesas com remédios, com os custos das farras e o mais caro, com a saúde. Se estivesse trabalhando, como um empresário ou um colaborador, seria mais produtivo e mais saudável e teria uma renda melhor se exercitando, fazendo musculação, aeróbica, Cooper, correndo, praticando algum esporte ou luta. Se reunir com seus amigos pra um almoço em um dia da semana. Tudo no seu devido tempo. Se você ganhasse por cada hora trabalhada, das 08:00 as 20:00, você seria milionário. A grande questão é se manter na curva de possibilidades de produção e sempre ampliar sua matéria-prima (bens ou serviços) + os recursos e será bem-sucedido.

Uma burrice que não perdôo é de minha professora de Administração e Gerência, carinhosamente apelidada por mim de “Bruxa do 318”, falando: “Não diga que vocês não têm tempo. O que vocês fazem das 22:00 até as 06:00? Dormem? Pois estudem nesse horário.”.Tolice, com certeza ela teve ou ainda tem uma vida dura e é totalmente infeliz pessoalmente e descontando nos outros sua infelicidade e angústia.

Tolice dos indivíduos que dizem que não tem rotinas. Todo mundo tem uma rotina. O que diferencia é que existem dois tipos de rotinas. As saudáveis e as não-saudáveis. Escolha a sua. Tenha uma rotina saudável.

Sou péssimo em compor uma carta de amor, de escrever sobre política, religião, futebol, economia e notícias em geral. Mas tem uma coisa que sou muito bom: ouvir e presenciar problemas de outras pessoas. Tenho dois ouvidos e os uso muito bem pra ouvir pessoas se lamentando, reclamando da vida, do que fez e do que deixou de fazer nas ocasiões x ou y, de que nada presta e de que está no fim do poço. Minhas orelhas não esquentam. Junto todos os fatos, analiso e transformo-os numa situação em que só poderá se resolver de uma maneira definitiva e dou meus conselhos radicais nas maiorias das vezes, mas sinceros. Não sou e não quero ser psicólogo. Sou assim com um amigo e da mesma maneira com um estranho.

Posso não entender muito de economia, futebol e política mas sou expert em problemas familiares/organização. Ah, isso eu sou.

Se você não sabe administrar sua casa que é “pequena”, seja lá qual for o tamanho do seu negócio (não é seu órgão sexual, é sua empresa mesmo), não terá êxito. Tudo começa dentro de casa.

Você não pode administrar as pessoas. Relações Humanas não é isso e sim uma ciência do comportamento humano, ter o comportamento interpessoal e compreender as pessoas com que se relaciona e pra compreender essas pessoas, é necessário colorar-se dentro do mundo psicológico delas. Em resumo, obter e conservar a confiança dos semelhantes. As primeiras etapas no estudo das relações humanas é ouvir tão bem quanto falar.

Sempre quando falo com as pessoas sobre problemas pessoais, no final da conversa digo que Relações Humanas é foda. Mas estou mudando essa frase. Complicam as Relações Humanas porque as pessoas não tentam, de maneira nenhuma, entender as outras e o pior, de serem entendidas.

Aprendiz

Sempre tem algum defeito pois ninguém é perfeito pra falar dos problemas que enfrenta e dos outros, mas sabe onde mora a doença e trabalha em procura da cura.

Mesmo trabalhando para ajudar a melhorar, continuo conseguindo não mudar o resultado da equação para qualquer número positivo. Ao menos desta vez posso dizer que estou realmente tentando, com mais paciência e muito mais determinação. Mas mesmo assim não presto, não tenho valor, que sou louco, inexperiênte e que não mudei.

Aliás, todo mundo é imprestável para certas pessoas.

O Aprendiz não está esperando ninguém morrer. Não quer matar ninguém a não ser ele mesmo por alguns momentos dizendo que é inútil e imprestável. Ele quer ajudar na medida do possível e sabe que ficar olhando não vai ajudar em nada, muito menos fazer planos e não cumpri-los.

O Aprendiz é novo mas não é louco, inexperiênte e incapaz. Talvez você quem é! Mas tem muita sorte de ter o que tem!

Sempre tem uma briga feia entre o bom e o mal nos ombros separados pela minha cabeça. Um fala no ouvido pra continuar o que estou fazendo e o outro lado o outro está rindo mandando chutar o pau da barraca mais uma vez.

Só não quero viver meus dias como vivo hoje. Eles não estão melhores, apenas estão menos ruins.

Vivo desde minha adolescência sem um porto seguro. Geralmente eles são os pais. Mas meus pais são, infelizmente o contrário. São o Triângulo das Bermudas, as pontas dos icebergs, a tempestade em alto mar e as 20 Mil Léguas Submarinas. Todos juntos, com todos os comerciais, sem pipoca e coca-cola. Você deve estar achando que estou brincando? Não, não… Poucos que realmente me conhecem sabem. Levei muita porrada nesses anos todos.

Pra ser franco, continuo levando.

Apenas só não sei até quando.

com desgosto,

Vithor Matheus Pereira

Aprendiz

Mais um dia amanhece
um sol bonito, o céu claro
sem nenhuma nuvem
muita gente reclama
mas eu admiro
A arte da natureza

Faço do meu dia
meu último dia
Faço dele meu futuro,
sem depender de previsões
de tempo, cartas ou de textos
bonitos, belos e fortunos.
Não dependo do que vocês falam
Levo o dia, como quero
como acho melhor
Melhor que outras pessoas
Como acho certeiro, como um tiro
Não desvio das minhas metas
Se ainda não atingi
e porque ainda não chegou no alvo
E sempre vou sempre atirando
atirando…

A noite vem chegando,
as estrelas prontamente aparecem do nada
às vezes já no final da tarde
ao redor da Lua
Da mesma forma desaparecem
porque já deixou de existir
como uma simples explosão
Mas a Lua forte fica,
me seguindo, protegendo
do escuro da noite
e quando amanhece o dia
ela se vai, mas não desaparece
Ela foi proteger
um dos poucos
por onde há noite
Na face da terra.
Pode falar, hoje não importa mais nada
São apenas, palavras ao vento…

Não ia nem publicar, mas escrevi isso ontem de noite e quando acordei e voltei pra casa hoje com um amigo, 06:30 da manhã, olhei pro céu e ri…

PB230003

Quarta-feira, 02/06/2008. 

Saio da loja com um cigarro na mão, caminho até debaixo de uma árvore e o acendo.
Já pensando no futuro próximo, vejo como tenho tudo pra dar certo. E vai dar.
Então veio cenas olhando pra esse branquelo. Aqui na oficina da loja.
Uma delas, bato na porta do meu filho e o chamo pra dar uma volta de carro.
Ele se arruma e quando pronto, bate na porta do meu quarto e prontamente chamo minha esposa pra ir junto.
E então, caminhamos para a garagem e paramos em frente ao carro. Jogo o molho de chaves pro meu filho e digo: “A noite é sua, vamos tomar uma cerveja juntos onde você mais gosta…”, entramos na frente e minha esposa entra atrás.
No caminho, paramos num posto e saímos do carro pra comprar cerveja. Daí então, brindamos e encostamos no carro e, já com a música tocando, aumento o volume e começo a cantar. Eu e meu filho iremos cantar algumas músicas do Eric Clapton com B.B. King. Nessas horas meus olhos já vão estar pesados de lágrimas. Vou chegar na frente do meu filho e vou dar um abraço bem gostoso e vou dizer no ouvido dele: “Meu filho, eu te amo muito!” e vou pegar mais uma cerveja e volto pra então irmos à diante pela noite. Ele entra no carro, e dou a volta pra abrir a porta pra minha esposa. Ela para na minha frente e pergunta: “Sonho realizado?” e choro.
Até aqui, não vai passar mais de 30 minutos de casa pra então acontecer tudo isso.
Vendo esse futuro de olhos abertos, chorando, fumei uns 3 ou 4 cigarros. Então desci pro escritório.

Esse é o meu sonho 01. Tão pouco tempo, tão simples e tão especial pra mim.
Duas das músicas que irá tocar no posto. Que será a nossa cara.

=====

Eric Clapton com B.B. King – Come Rain or Come Shine
I’m gonna love you
Like nobody’s loved you
Come rain or come shine
High as a mountain and deep as a river
Come rain or come shine

Well i guess when you met me
That it were just one of those things
Don’t you ever bet me
Cause i’m gonna be true if you let me

Oh you’re gonna love me
Like nobody’s loved me
Come rain or come shine
Happy together unhappy together
Won’t that be fine

Day may be cloudy or sunny
We’re either in or we’re out of our money
I’m with you always
I’m with you rain or shine

You’re gonna love me
Like nobody’s loved me
Come rain or come shine
Happy together unhappy together
Won’t that be fine

Day may be cloudy or sunny
We’re in or we’re out of our money
I’m with you always
I’m with you rain or shine
Rain or shine
I’m with you always
I’m with you rain or shine

=====

 

Eric Clapton com B.B. King – Riding With the King

I dreamt I had a good job
And I got well paid
I blew it all at the penny arcade

A hundred dollars
On the Cupid doll
No pretty chic is gonna make me crawl

We’re on a TWA to the promised land
Every woman, child and man
Gets a Cadillac and a great big diamond ring
Don’t you know you’re ridin’ with King

He’s on a mission of mercy on a new frontier
He’s gonna check us all out of here
Up to the mansion on the hill
Where you can get your prescription filled
Any kind of pills, folks

We’re on a TWA to the promised land
Everybody clap your hands
Don’t you girls love the way that it seems
Don’t you know you’re ridin’ with King
Ridin’ with the King
Don’t you know you’re ridin’ with King

Tuxedo and a shiny three thirty five
(that’s me)
You can see it in his face
The blues is his life
Tonight everybody’s getting their angel wings
Don’t you know you’re ridin’ with King

I stepped out of Mississippi when I was ten years old
With a suit cut sharp as a razor and a heart made of gold
I had a guitar hanging just about waist high
And I’m gonna play this thing until the day I die

Don’t you know we’re ridin’ with King
Don’t you know we’re ridin’ with King
You’re ridin’ with me Eric, you’re in good hands
You’re ridin’ with the blues
Don’t you know you’re ridin’ with King
Yes yes you’re ridin’ with the King
I wanted to say B.B. King but you know King
Don’t you know you’re ridin’ with King
Yes you’re ridin’ with King

O Tempo é o senhor da razão.

A Razão senhoriza o tempo.

O Senhor racionaliza o tempo.

A Razão, temporiza, senhor.

(Do)O Senhor (há)dá razão (no)ao tempo.

Na última viagem que fiz, conheci esse cara, chamado Vítor Souza, já com uma carreira profissional bem-sucedida, tentando agora uma carreira de músico, casado e tem filhos.
Começamos a conversar no hotel e descobrimos nossa paixão, música.
Então me deu o primeiro e recém-lançado CD, chamado Sete Tempos.
Um estilo pop-rock, lembra Zé Ramalho, com letras curtas misturadas com acordes de violão precisos, flautas, solos de guitarra e a voz perfeita do próprio.

Todos os dias ouço e percebi o que passou até hoje na minha vida e, em trechos dessa música, descarto minha escrita.

Vítor Souza – Sete Tempos
Composição: Vítor Souza/Grillo

Sete tempos se passaram
e pouca gente se tocou
que vai acontecer agora
o que nem só Ele falou
Quando as estrelas caírem do céu
de alegria vão chorar
Quem receber elos de luz
sobre a cabeça
certamente vai pensar
Se é utopia esse papo de verdade
que me perdoem por favor
É que aqui
nesta cidade
pouca gente curte a transa do amor
Glória ao Pai… ao Filho… ao Espírito Santo
que nos deixou nascer e ver
o universo em desencanto

Hoje o dia foi meio que engraçado…
Dizem por aqui (SP), que casamento e namoro é como a Avenida Paulista. Começa no Paraíso e termina na Consolação.
Outra besteira que escutei na 25 de março.
Acho que era um cara vendendo picolé, gritando: Chupaaa!!! Chupaaa que é de uvaaa!

Depois de uma viagem longa, cansativa e algumas horas procurando hotel na grande Porto Alegre, encontramos um na frente da Rodoviária. Somente levamos as malas ao apartamento e já saímos em direção de Vila Jardim com a última rua da Chácara das Pedras.

Na metade do caminho da Rodoviária no Centro até a última rua da Chácara das Pedras, tiro uma soneca e acordo com uma vibração no carro causada pela rua de tijolos com algumas partes uniformes de asfalto. Acordo e imediatamente olho para o lado esquerdo e vejo uma casa de cor verde-clara, com um pinheiro imenso no lado direito, com o muro baixo, grades baixas marrons, um portãozinho que dá acesso à garagem, uma escadinha que dá acesso à casa com a porta desalinhada com a escada. Acho que somente pra mim exclamo:

- É aqui! É aqui!”

E o sono de repente passa.

Descemos do carro, e logo percebemos que tem um bando de pessoas que há muito tempo não nos viam e logo vi aquela moça bonita, com cabelos curtos grisalhos, descendo a garagem devagar, vestida com uma blusa de lã vermelha com algumas listras pretas, saia longa preta e com pufes nos pés rosa descendo a garagem. Entramos pelo portão mais alguns passos e dei um abraço gostoso nela e na Marilda e então nos acolheram do frio que fazia nesta noite e entramos pela parte de trás da casa.

Entramos pela cozinha, onde já tinha bolinho de arroz e sagú feito com farinha de mandioca e suco de uva e alguma outra guloseima que a Vó sempre faz quando os netos visitam ou quando ela vai nos visitar. Uma mordida de bolinho de arroz, vou na sala e sento num dos três sofás. Conversando e matando a saudade, alguém tocou no meu nome e começaram a contar as minhas histórias que aprontei quando pequeno. Uma certa hora, minha Vó puxou uma foto que estava no topo de uma estante alta na sala que não tinha visto e me mostrou. Era eu e minha irmã no meu colo, na cama onde todos nós dormíamos na casa do Parque das Laranjeiras. E contou o que aconteceu no momento daquela foto, algumas outras histórias minhas e eu ficava olhando e já neste momento os olhos começaram a pesar, mas eu escondia. Dei algumas risadas e logo fiquei prestando atenção enquanto ela ia sem pressa até o quarto. Porta entreaberta não demorou menos que alguns poucos minutos até tornar a abri-la novamente e caminhar na mesma velocidade na minha direção. Quando ela chegou na sala, abriu uma minúscula blusa bege ou amarelada que era minha quando tinha uns 2 anos de idade que, com pouca certeza era branca mas mudou de cor com o tempo, com um desenho no meio que talvez fosse o do Mickey Mouse ou um outro rato qualquer e disse:

- Ó, lembra quando tu usava isso aqui?

Os olhos pesados não resistiram e comecei a chorar calado, um choro de alegria e de tristeza, alegria por estar ouvindo a voz dela, a risada gostosa com a alegria infinita com o sotaque levemente gaúcho, das guloseimas é errado mas, gostosas demais, do abraço e da sua calma. E triste por não saber quanto tempo iria durar aquilo tudo. Minha mãe me deu um abraço e pedi pra ficar só e fui lá pra fora no frio fumar um cigarro. Fumei mais um, e mais um choramingando e a Marilda foi comigo conversar. Disse que todos gostam muito de mim e que minha Vó sempre comenta sobre mim. Chorei mais um pouco e fui encorajado a entrar. Fiquei ouvindo e memorizando ao máximo das minhas histórias quando criança e fiquei com os olhos pesados até quando criei coragem de chamar minha Vó pra fora e dizer palavras entaladas por tanto tempo choramingando que somente poucos amigos sabiam.

“Vó, eu sei que a senhora ajudou muito na minha criação e educação quando era criança de colo até não sei que idade, sei que já falava, seja lá quanto tempo, sei que nunca me faltou carinho e atenção. Eu gosto muito da senhora, não digo “eu te amo” porque é muito fácil abrir a boca e falar. Quando gostamos de uma pessoa, não precisa falar nada, dizer uma única palavra, gesto, mímica, nada. Tem gente que faz força pra chorar. É de falsidade, de querer algo. Mas quando os olhos pesam, e, quando vem um sentimento maior, e você se entrega e chora, isso é muito mais que gostar, de amar, de todas as palavras somadas relativas ao amor, mais que impar e único. Isso que eu sinto da senhora. A senhora é do caralho.“

Abraços e beijos, e fomos nos aquecer dentro da casa verde-claro do imenso pinheiro no lado direito na frente da casa na Vila Jardim, com a última rua da Chácara das Pedras.

Com vários carros, com buracos, com retas e muitas curvas, no céu azul, com nuvens grandes e o sol radiante forte ou com o tempo fechado em fortes chuvas.

Cada vez que olho pra frente vejo carros e sempre quis e sempre vou querer estar na frente deles, mas quando não conheço o caminho, fico atrás pra aprender onde estão os buracos, observar as curvas mais perigosas e analizar as retas onde posso dar o máximo de mim.

Sei que não é sempre que podemos confiar em ficar atrás destes carros, pois são poucos que conhecem o caminho correto e nessas ocasiões, ultrapasso e vou descobrindo a estrada por si só, mesmo caindo de vez em quando nos buracos e fazendo as curvas “a mercê” da habilidade, coragem e uma pitadinha de sorte que ir atrás de irresponsáveis que não conhecem o caminho corretamente ou os que acham que sabe não é o certo e o melhor.

Chuva fina no meu para-brisas, céu estrelado ou com o sol bonito de fim de tarde, levo as maravilhosas recordações das retas que já percorri e dos (in)felizes (?) buracos que já passei por cima.

Encaro a vida como uma estrada.

Cada dia que passa percorro um quilômetro e vai ser assim até o dia da minha morte.

Sei como é minha estrada. Sei como é essa maravilhosa reta que estou percorrendo e, como disse, com habilidade, coragem e uma pitadinha de sorte os buracos que encontrarei à frente saberei certamente como desviar.

E é assim como encaro minha estrada.

Este aqui é fenomenal…
O Guerreiro da Luz tem cuidado com as pessoas que pensam conhecer o caminho…
Elas estão sempre tão confiantes na sua própria capacidade de decidir, que não se apercebem a ironia com que o destino escreve a vida de cada um: e protestam sempre quando o inevitável bate à porta.
O Guerreiro da Luz tem sonhos. Os seus sonhos levam-no para diante. Mas ele nunca comete o erro de pensar que o caminho é fácil e que a porta é larga. Sabe que o Universo funciona a alquimia: solve et coagula, diziam os mestres. “concentra e dispersa as Tuas energias, de acordo com a situação”.
Existem momentos para agir e momentos para aceitar. O Guerreiro faz a distinção.
P.C. / Pg. 110
Um guerreiro da luz é confiável.
Comete alguns erros, às vezes se julga mais importante do que realmente é. Mas não mente.
Quando se reúne ao redor da fogueira, conversa com seus companheiros e companheiras. Sabe que suas palavras ficam guardadas na memória do Universo, como um atestado do que pensa.
E o guerreiro reflete: “Por que falo tanto, se muitas vezes não sou capaz de fazer tudo que digo?”
O coração responde: “Quando você defende publicamente suas idéias, tem que se esforçar para viver de acordo com elas.”
É porque pensa que é o que fala, que o guerreiro acaba se tranformando no que diz.
P.C. / Pg. 77
Realmente o dia tinha que ter pelo menos 36 horas,
a noite tinha que predominar neste dia,
pra poder aproveitar tudo,
pois o tempo passa
e nem vemos o que acontece
no outro lado da janela.
Necessito ouvir rock alto de vez em quando,
de beber uma cerveja e fumar um cigarro enquanto isso acontece,
seja só ou acompanhado,
sempre tem uma hora chata,
a hora de ir pra casa.
Mas é assim, tudo em excesso é prejudicial, mas ainda não consigo ir pra casa numa boa.
Mas não tem pra onde ir. Vamos pra onde?
Só saio de casa sabendo pra onde vou , com quem vou, se iremos ficar só nessa canto ou iremos pra outro. Não sou sapo pra ficar pulando de bar em bar durante a noite. Quando sento, converso e bebo e só saio quando o bar estiver fechando.
Cara feia pra mim é fome, filho.
Sim, vamos pra onde hoje?

Thoughts

On a given day, a given circumstance, you think you have a limit. And you then go for this limit and you touch this limit, and you think, ‘Okay, this is the limit.’ And so you touch this limit, something happens and you suddenly can go a little bit further. With your mind power, your determination, your instinct, and the experience as well, you can fly very high.

- Ayrton Senna

A atividade filosofica comeca no momento em que se explica a propria experiencia. (sem acentuacao pois foi atualizado via celular)

Dependendo da circunstância, somos todos capazes dos piores crimes. Imaginar um mundo que não seja assim onde cada crise não resulte em novas atrocidades onde os jornais não noticiem guerra e violência é imaginar um mundo onde os humanos não sejam humanos.
 
 

Dia da Mãe

Mãe, se não fosse por elas não estaríamos aqui, nem eu, muito menos você. Mãe é o berço da humanidade.
Há quem diga que sua mãe é melhor que outra, ou outras. Sim, é possível. Pensando melhor, desisti daquela hipótese de que mãe só muda de endereço. Existem mães melhores, responsáveis, organizadas, determinadas e objetivas. Existem também aquelas que são responsáveis, que anda pela noite com um bando de mal-elementos, que ficam com meninos de faculdade que são objetivas até um determinado ponto e só faz merda e por quebra só dá atenção aos filhos no final de semana… e olhe lá! Conheço uma boa variedade.
Mas hoje vou descrever a minha. Minha coroa é bonita, responsável, objetiva, trabalhadora muito determinada, organizadíssima, carinhosa quando deve ser, cautelosa, dona da razão, clara, transparente no que quer. Quando é pra ser rigorosa, não existe pessoa melhor no mundo. Quando quer falar, fala. Com ela não existe meio, talvez e quase. É sim ou não. Certo ou errado.
Minha mãe é assim. E eu, já faz muito tempo que ponho na minha cabeça o seguinte.
Ela já me ensinou muito. Mas muito mesmo. E sou daqueles alunos que aprende calado quando
deve, e reclamando quando deve e quando não deve. Sou daqueles alunos chatos. Mas tudo o que aprendi está guardado. Seja tudo o que foi de bom e de ruim. Quando alcancei o mundo, jovem ainda, aprendi mais uma penca de coisas. E o que penso, é sempre crescer com o que aprendi. Acertando nas questões boas que aprendi e acertando nas questões ruins que também aprendi pra não cometer os mesmos erros. Erro aqui não pode mais acontecer. Hoje vivo no ensinamento que ela ainda me transmite e que aprendo no mundo, pra ser uma pessoa realizada profissionalmente e onde quiser ir.
Devo tudo à ela. E ao meu pai também, que não com a mesma intensidade, mas aprendo até hoje.
Feliz aniversário Mãe, estamos aí pro que der e vier, juntos ou distantes, te amo!
Beijos,
Vithor Matheus Pereira

Indo trabalhar, há semanas atrás, ia cantando alguma música no carro, olho pro lado e vejo uma criança em pé, no colo de uma senhora que aparentava ter seus 60 anos, com os braços e o rosto com manchas brancas como as daquela doença, mancha-branca. A criança não parava de me olhar… isso porque já estava sem barba com óculos escuros. Resolvi acenar com a mão um “tchau”. A criança riu e então a senhora me viu acenando o “tchau” e sorriu também.  Sorri também. Sinal abriu. Segui em frente e eles tomaram outra direção. Talvez nunca mais os verei. E pensei no seguinte:
 
Gosto de crianças. Faz pouco tempo que me despertou esse sentimento, talvez por ser muito reservado ou melhor, “fechado” mesmo. Quando ter meu filho, vai ser maravilhoso. Tiro por exemplo alguns amigos que já tem, como tratam, o carinho com dos filhos e das respectivas esposas com eles.  
 
Na vida nascemos, crescemos, reptoduzimos, envelhecemos e finalmente morremos. Básicamente isto como penso.
Mas digo que há alguns “sub-grupos” que entram aí nestas “fases”.
E digo que existem algumas “leis” que você aprende em cada uma destas “fases” e que vôce não pode passar de “grupos” imaturamente.
Simplificando meu pensamento pra quem não conseguiu acompanhar… a vida é como uma escola. Você tem que passar do jardim de infância para poder chegar na alfabetização, tem que passar na alfa para ir pro ensino fundamental, dofundamental para o médio e sim entrar numa faculdade. O que acontece quando uma pessoa sai do ensino fundamenta e entra numa faculdade, caso isso acontecesse? O aluno iria ter problemas de estudo por ser imaturo.
 
Criança é bom, e quero ter a minha um dia ! 
 
P.S.:Desculpe a ortografia se ouver erros, porque estou muito cansado !  

Brincando…

Uma pequena nota….
 
Manaus, deitado na cama, penso em fazer isso…
Brincando de fazer pequenos textos com cinco palavras-chaves, saiu um incomum…amanhecer
palavras
dormir
sonhar
realidade

Amanhecer com belas palavras,
para dormir e sonhar pra constriur um futuro melhor e de repente…

- Acorda filho da puta, isso aqui já é a realidade…

Voando…

Gostaria de voar.
Sempre gostei de tudo que voa.
Pipas, aviões, caças, pássaros,borboletas, helicópteros, núvens, estrelas…
Sempre sonhei em servir a Força Aérea.
Mas simplesmente desisti. Altura, peso e analizava os contras da profissão e principalmente a frota brasileira de caças.
Mas decidi fazer Administração. Sempre gostei de ver pessoas dando e recebendo ordens, monte de documentos em cima de uma mesa, uma cálculadora, e dizendo que está errado uma determinada operação, sistema ou caso e após falavam de que maneira poderia melhorar.
Mas de vez em quando sinto aquela vontade… vontade de voar…
“Parecia tão comum, sob vários aspectos, mas, como ela mesma disse, a gente pode encontrar uma coisa verdadeiramente importante num minuto comum.”
 
“Eu a vi fazer um gesto de resignação e sorrir. Tinha esquecido a pequena alegria de ouvir minha mãe falar de si mesma.
- A vida passa rápido, não é, Charley?
- É – murmurei.
- É uma pena perder tempo. A gente sempre acha que tem tempo de sobra.
Pensei nos dias que eu tinha trocado por uma garrafa. Nas noites que eu não me lembrava. Nas manhãs que passei dormindo. Em todo o tempo que passei fugindo de mim mesmo.
- Você se lembra? – Ela começou a rir. – Da fantasia de múmia que eu fiz pra você no Halloween? E da chuva que caiu?
Baixei os olhos. “Você destruiu a minha vida.”
Desde pequeno, pensei, pondo a culpa nos outros.” 
 
“- Uma pessoa que está no seu coração nunca vai embora de verdade. Ela pode voltar pra você, mesmo nas horas mais improváveis.”
 
“O que quero dizer com este último é que haverá ocasiões em que vocês vão brigar, e às vezes Catherine e você vão achar que não gostam mais um do outro. Mas é nesses momentos que vocês têm que amar o casamento de vocês. Ele é como um terceiro parceiro. Nessa hora, olhem para as fotos do casamento. Olhem para as lembranças de tudo o que passaram. Se vocês acreditarem nessas lembranças, elas unirão vocês outra vez.
 
Hoje estou muito orgulhosa de você, Charley.
Deixei este bilhete no bolso do seu smoking
porque sei que você costuma perder as coisas.
 
Amo você todos os dias!
Mamãe”
 
Uma outra hora escrevo outras notas desse livro bem interessantes.
 
Não esquecendo que tem mais posts de hoje, dia 01/12/2007 abaixo… 
 

” O homem é como uma folha de grama… cresce na primavera, forte, saudável e verde… então, chega à meia-idade e amadurece…e no outono, como uma folha de grama… ele morre e nunca mais volta. Como uma folha de grama. Quando alguém morre, é para sempre.

Burt Munro

Recomendo esse filme… muito emocionante !!

Nesse mundo de coisas confusas,
que o jogo da vida é mais perigoso que uma jogada errada de xadrez…
de grandes apostas, blefando ter um Four,
de empresas em crises, de empresários bem-sucedidos.
Hoje em volta de amigos, cervejas e muitas conversas…
Qual vai ser minha jogada amanhã? Será que irei ganhar essa aposta? Ou será que serei somente mais um perdedor?
Com uma ira na cabeça, com músicas passando…
buscando em como voltar a vida.

Hoje vejo pouco de tudo o que passa pelo meu lado, entre crises, cervejas e sorrisos…
entre calor, carinho e abraços…

Daqui a pouco estarei, mais uma noite na minha cama, de novo pra direita, de frente pro verde e vou pensar no dia de amanhã. Pensando nos sonhos que irei sonhar, porque um certo eu sonho. Mas não vivemos só de um sonho.
O homem nasce original e morre cópia.
Toda vez que durmo, morro. Quando acordo, renasço.
… e agora, como será amanhã?

Economia


Fiquei impressionado quando li que a Varig (Aviação Rio-Grandense) está em crise.
Bom, isso já tem um tempo… mas, depois desta promoção de ida e volta pela metade do preço de tabela foi a gota d`água. Quando criança, viajei bastante… o Brasil quase inteiro. E na época, as passagens eram mais baratas e tinha uma grande diversão… Pintar o Variguinho. Confesso que não me lembro exatamente se pintava todas as vezes que voei de Varig, mas gostava muito dele… Via os filmes do Variguinho nas telas dos aviões com maior atenção, como se estivesse assistindo a um filme de guerra ou policial… pena que não se volta no tempo, onde na decada de 80 tinha-se o Variguinho pra pintar com giz-de-cera.
Pra quem gosta, é um prazer enorme em ver aviões decolando e pousando, fazendo taxi e tudo mais… Quando mais novo… pelos 15, ia no terraço do aeroporto pra ver os aviões da Varig pousando e decolando. Minha alegria era quando o MD-11 da Varig pousava às meia-noite vindo de Miami… aquele monstro vindo quase parando no ar, com aquelas luzes fortes tocando no solo… e poucos segundos depois… o reverso…. nossa… parecia que ia engolir o mundo de trás pra frente… isso tudo, daqui a algum tempo, será apenas uma lembrança. Pena.

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