Com vários carros, com buracos, com retas e muitas curvas, no céu azul, com nuvens grandes e o sol radiante forte ou com o tempo fechado em fortes chuvas.
Cada vez que olho pra frente vejo carros e sempre quis e sempre vou querer estar na frente deles, mas quando não conheço o caminho, fico atrás pra aprender onde estão os buracos, observar as curvas mais perigosas e analizar as retas onde posso dar o máximo de mim.
Sei que não é sempre que podemos confiar em ficar atrás destes carros, pois são poucos que conhecem o caminho correto e nessas ocasiões, ultrapasso e vou descobrindo a estrada por si só, mesmo caindo de vez em quando nos buracos e fazendo as curvas “a mercê” da habilidade, coragem e uma pitadinha de sorte que ir atrás de irresponsáveis que não conhecem o caminho corretamente ou os que acham que sabe não é o certo e o melhor.
Chuva fina no meu para-brisas, céu estrelado ou com o sol bonito de fim de tarde, levo as maravilhosas recordações das retas que já percorri e dos (in)felizes (?) buracos que já passei por cima.
Encaro a vida como uma estrada.
Cada dia que passa percorro um quilômetro e vai ser assim até o dia da minha morte.
Sei como é minha estrada. Sei como é essa maravilhosa reta que estou percorrendo e, como disse, com habilidade, coragem e uma pitadinha de sorte os buracos que encontrarei à frente saberei certamente como desviar.
E é assim como encaro minha estrada.