Vinte de maio de dois mil e nove. Nove horas da manhã. Ao menos é assim que está na minha certidão de nascimento.
Mais um ano que passa. Agora são vinte e três e mais um pouco aprendo que nem um ponto ao longe somos, nem ao menos somos uma agulha num palheiro. Mas aprendo mais um pouco como funciona esse mundo automatizado, cheio de processos, de rotina e tolices. Por um bom tempo achei que era tolo, confesso que ainda me sinto como um de vez em quando mas agora sei que tudo faz parte do processo de amadurecimento. Algumas coisas mudam drásticamente mas também tem aquelas que mudam de maneira bem suave. Costumam falar que comigo quando não é oito, é oitenta. Mas é assim que penso. Sou simples.
Aprendi que tudo na vida além de um bom planejamento, além de ir atrás, o fundamental é acreditar. Não é crença de Deus (pois tenho aquele ponto de vista…) mas é acreditar em si. Somente isso. E ser somente, realista e lúcido.
Todos os anos planejei atingir certas metas antes desta data e sempre fracassei. Como o de costume, este ano não foi tão diferente. Mas criei outras metas à partir desta data para o ano que vem. Só que este ano, tenho uma ferramenta fundamental que antes ignorava ou simplesmente, não acreditava. Justamente essa palavrinha. Acreditar. Mas agora confio.
Este ano pra mim é o ano de grandes mudanças. Como enxergo de uma maneira diferente. Vejo que as mudanças começaram drásticas e agora estão sendo mais suave. Mas pus uma coisa na minha cabeça: Quero fazer a diferença. Quero ser o que mais sempre sonhei.
Um certo dia quando no Ensino Médio, recebi o que digamos fosse um conselho: “Nunca fala pra ninguém seus planos para que ninguém saiba que você fracassou”. Sei que isso significa medo mas hoje entendo que isso é perfeitamente normal. Aliás, muitas coisas que aprendi nesses vinte e três anos foram com meus pais que claro nem tudo concordei. Outras foram o mundo quem me ensinou. Muitas coisas aprendi mastigando direitinho (vá se ferrar Marcelinho…:P) e outras, aprendi a duras penas.
Sou transparente e igualmente uma caixa-preta.
Acredito que tenho um espírito puro, mesmo depois de tanto tempo. O importante pra mim é isso. É apenas isso que não deixo ninguém tirar de mim.
Como diz o grande poeta, o tempo não pára e como diz Gilmour e mais uns três caras:
“Você é jovem e a vida é longa
e ainda há tempo pra matar
E depois, um dia você descobrirá
Que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando correr
Você perdeu o tiro na largada”
Mesmo perdendo o tiro na largada ficando ali por muito, muito tempo, disparei correndo. Vou correr sempre atrás do sol onde estão meus sonhos e à noite vou descançar apreciando a Lua e as estrelas pra no dia seguinte, descançado, correr atrás do sol até o meu tempo parar.
Sempre o mais puro e simples possível.
Sempre um prisma.
Ótima reflexão. E o importante é acreditar. Boa sorte e muito sucesso!