Por Diana Façanha.
Tocha dos segredos,
Deusa dos mistérios,
Ilumina minhas idéias,
Clareia minha memória,
A noite vem descendo
E com ela a minha Glória.
Espero-te, ah, minha Virgem!
Para enfeitar o manto escuro
Pois tu és o adorno mais belo,
Detentora dos fascínios,
Guardiã do divino e do sagrado,
Instigadora de suspiros
Desse corpo enfeitiçado.
Tu és os pecados dos meus olhos,
Que insistem em contemplar
Esse poder intenso e inexorável.
Tu és o Facho inflamável de inspiração
Dos casais apaixonados
Ao atiçar os desejos incólumes
De seus corações acorrentados.
Mais que isso, tu és a Musa dos poetas ,
A protagonista de suas artes
Pois eles, habilmente, tu afetas.
Então desce até aqui,
Quebra o meu mundo, o meu silêncio,
Exala a magia, dessa vez não tão distante…
Traze contigo a essência que encanta.
Consideraria imprudência? Então vem, avante!
Quebra-te diante de mim,
Exibe teus cacos de fogo,
Em um impacto forte,
Em um toque doloroso.
Leva minha alma
Já que sou um ser insignificante,
De vida com curtas nuances,
Para ir ao céu
E estar sempre ao teu alcance.
Todas as noites, espero-te ansiosa
Para te ver invadir as nuvens que te envolvem
E prestigiar tua soberba e majestade.
Diante de ti, sou ínfima, a mazela da natureza
E só me resta te admirar impunemente
Empregar meu dom com destreza
E como homenagem, presentear-te com estas singelas palavras,
Que nunca expressarão tua verdadeira grandeza.
Então, esta prece é só tua,
Pois sou como vassala, venero-te,
Ó minha querida Lua!